quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Cierra los ojos

Cierra los ojos porque el elefante es tuyo corazón.
Resolveu que voltaria em quinze dias.
Mais seguro ERA caminhar com os cabelos compridos, do que dormir dentro do mar.  
Hemingway sabia como fazer.
Seja você mesmo. Os outros são idiotas.
O passeio visto de cima reluzia o atraso de vida e alguém trazia um detector de metais. 
Impressionante! O que se pode pensar de uma linha imaginaria... 
Bem, então é isso, deste lado é o mar e deste é o céu.
Parou no meio do caminho, pois havia uma flor e não uma pedra. 
Carlos e Quintana (juntos!) lhe deram o presente: la felicidad.
De férias não se importou com o sol. Sentia a pele queimar, a cabeça ferver. 
Sentia-se viva. 
Há outras maneiras de deixar a cabeça quente, lembrava Neruda. Esfrie um pouco, sussurrava Nietzsche. Tenho sorte.
-Aquela moto lá embaixo é sua?
Perguntou o gordo, Serge. Era francês e não era gordo. Queria dormir com ele e não dormir. 
Sugeriu que ele ficasse um pouco, caso ela desmaiasse. 
-Não se preocupe, estou aqui.
-Maravilloso encontrar buena gente como usted.
Adormeceu na areia, no lado do céu. 
Afofou uma nuvem doida e começou a chorar.
A mulher chorou dormindo e sabendo que iria acordar vôou pra longe inundando a cidade com sua busca invisível. 
Agora mora aqui do lado e não há mais de quem copiar, nem esconder. Estrela.
Pode voltar. O tempo é mesmo relativo e a verdade dos sonhos também.
Cierra los ojos.


Ohana Homem

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