Linhas paralelas são o símbolo mais bonito das reticências
da vida.
Bobagem andar lado a lado e não se encostar. São mais:
“Linhas que se cruzam no infinito”.
Certamente um conceito dado por alguém que lá esteve e que
deve ter visto o momento do contato. Ou nunca esteve. Imaginou. Quis resolver a
chatice.
Aqui, onde não é infinito, seguiu sendo pequeno. Todavia,
grande.
É o crime: Paradoxo e coexistência.
Se forem linhas imaginárias, qualquer um pode questionar
esse encontro – mesmo que a matemática insista em comprovar que ele exista.
Prefiro acreditar. Menos pela fé nos números, mais pela fé no homem. Fecho os olhos e sinto em qual parte do
infinito elas se encontrarão.
Ohana Homem
