Acredite. Bom mesmo é sentir.
Fosse o silêncio melhor que a despedida, ainda sim não
conseguiu conter-se. Queria guardá-la – pra si. Ela e sua vontade de ser.
-Essa luz nos teus olhos está linda. Se eu tivesse uma câmera
pra registrar...
-Não precisa.
Escorreu para a água.
Não há o que duvidar – sem meio termo: eram verdes.
Como tudo que lhe acontecia, quis explicar. Ela só queria
ir. A frase que lera ecoava provocativa: não é suficientemente bom ser?
A loucura de ser a mesma pessoa e de se desdobrar em tantas
outras é viver.
Derreteu a foto. Queimou-se. Achou dentro de si o que
procurava.
Lapidada, a moça. Às vezes bruta.
Seguiu sendo. Julgando menos. Ela com ela e quantas outras
pudesse ser.
Ohana Homem
:)
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