Ohana Homem
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Frequência
acordou como quem acorda pra vida. uma pena que isso não aconteça todos os dias. hoje decidiu que seria feliz. pelo menos por hoje. um dia de cada vez. ouviu de um amigo algo sobre frequência e vibração entre as pessoas. pensou em como era bom saber bastante sobre determinado assunto. bombom? de nada adiantava todas aquelas idéias sobre fluxo natural e sadio. lembrava, hoje serei feliz. a felicidade não se planeja, ela acontece. é preciso querer e hoje eu quero. pesou. não deveria pesar. deveria ser leve. enfim, à putaquepariu toda a ladainha de vida perfeita e alimentação balanceada. os vícios e os erros são necessários e é preciso respeitá-los! acordou como quem acorda pra vida. triste. mal humorada. abatida. ouviu do "amigo da frequência" algo sobre rotatividade. pensou na merda que seria a perfeição. na falta que dói. PENSOU e pensou. doía de mais ser ela. doía muito e se culpava por isso. A Culpa. ah, que tédio todo esse repertório psicanalista! decidiu que não se culparia, independentemente de como acordasse amanhã. fosse como fosse tudo vinha dela e tudo era ela. resolveu tentar. essa era a palavra e a chave: tentar. a frequência estava se encaixando e talvez se desencaixasse mais tarde. talvez fosse o ciclo. o circo. talvez não fosse nada. aquilo que atormenta, faz crescer. aquilo que faz crescer, atormenta. passava. voltava. lia, relia, julgava e jogava. sadismo. também, pudera ser confusa, nem de longe se esforçava. preguiça pra mal entendido. preguiça pra espera, pro cansaço, pra fita. menina, toda infância do mundo que a inocência traz é levada na enchente, tufão, terremoto. no tranco do motor. vem. embalo contigo esta rede. uma rede de verdades e de mentiras - sinceras ou não. vem. deito contigo nesta coisa amarela. entrego um pouco de mim pra ti, pra ele e pro outro e assim me espalho. o cheiro muda e o gosto fica. espantalho, me ajuda a seguir no caminho que me leva pra casa, já não posso sozinha. venha logo. ideal. radical. argumentos em vão praquilo que não se explica, só se sente. sentir, para ela, era algo muito diferente. pra quem tem sede. bebia. na hora de dormir...a vida! rezou pra que acordasse todos os dias! todos os momentos! fosse como fosse, de rosa ou de verde... na frequência em que estivesse, vibrando com quem fosse... ela sempre seria ela!
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